‘Veríssima’ recusou posar para a Playboy

‘Veríssima’ recusou posar para a Playboy
Vera Ferreira, que recentemente fez parte da Tropa de Elite no programa Casa dos Segredos – Desafio Final, mostra-se em entrevista ao Correio da Manha, mais feliz e apaixonada do que nunca pelo futebolista Ricardo Neves. Sem pai desde os 10 anos, a jovem não esconde o carinho e orgulho que sente pela mãe.


Ficou conhecida na ‘Casa dos Segredos 1′. Sempre quis ser famosa?
- Nunca tive isso como expectativa. A verdade é que quando me inscrevi, o fiz para me ajudar… Tinha tirado um curso de representação, já tinha ido a vários castings e nunca tinha sido escolhida em nenhum, então pensei que o programa poderia ser uma rampa de lançamento.
Mas não foi. Pelo menos na área da representação…
- Não foi porque quando estava no programa decidi apostar noutra profissão, que foi a Comunicação Social, e comecei a sonhar mais com a apresentação do que com a representação.
Foi fácil adaptar-se à abordagem dos fãs?
- Foi. O facto de ir a um centro comercial e as pessoas começarem a gritar o meu nome, pedirem-me para tirar fotografias e dar autógrafos fazia-me, no início, um bocadinho de confusão, mas as pessoas foram sempre muito simpáticas. Sou mimada e gosto muito do carinho das pessoas.
Alguma vez se arrependeu de ter participado no programa?
- Não, nunca me arrependi. Participar no programa abriu-me portas, deu-me trabalho e dinheiro. E, além disso, fiquei a ambicionar construir uma carreira na área da apresentação.
Concorreu com o segredo ‘Tive um caso com um jogador da seleção nacional’. Escreveu-se que namorou com o Ruben Amorim, mas ele negou. Ficou magoada?
- Nunca confirmei isso. O facto de ele ter desmentido não me magoa, até porque já passaram dois anos. Tenho namorado, estou feliz e isso não me preocupa.
Reencontrou o amor ao lado do futebolista Ricardo Neves, da Naval. Como é que se conheceram?
- Ele adicionou-me no Facebook. Falámos durante algum tempo, pela internet, até que surgiu a oportunidade de estarmos juntos. Fui visitar um amigo à Figueira da Foz, onde ele joga, e ele convidou-me para jantar. Ele é muito sério e foi um início de namoro mesmo à antiga. Conhecemo-nos, tornámo-nos amigos e só no nosso terceiro ou quarto encontro é que ele me deu o primeiro beijo.
Ele joga na Figueira da Foz. Conseguem estar juntos muitas vezes?
- Sempre que posso vou lá, mesmo que tenha só uma folga. Ele tem treinos todos os dias e é mais complicado ter folgas e, quando tem, preferimos que ele esteja descansado e não a fazer viagens. Por mais que ele queira vir a Lisboa, acabo por ser sempre eu a ir à Figueira. Consigo conciliar melhor as coisas. Tenho sempre um ou dois dias livres por semana, de maneira que prefiro ser eu a ir lá.
Lida bem com a distância e com as saudades?
- É muito difícil, mas lidamos bem porque desde o início do namoro que é assim. Estamos juntos há quatro meses, portanto, já estamos habituados.
E se ele decidir ir jogar para o estrangeiro?
- Já pensámos nessa hipótese e eu sou a primeira a apoiá-lo. Se para ele evoluir na carreira tiver de passar pelo estrangeiro, como já o fez, eu sou a primeira a apoiá-lo e não será isso que nos fará terminar o namoro. Não vou com ele porque quero construir a minha carreira aqui, mas vou visitá-lo sempre que possa.
Ainda não pensam viver juntos?
- Ainda não. Estamos na fase de nos conhecermos, mas já temos quase a certeza absoluta de que somos a pessoa ideal um para o outro. Tanto eu como ele gostamos de levar as coisas com calma. Temos medo das pressas e das evoluções muito rápidas e preferimos dar um passinho de cada vez.
Casar faz parte dos seus planos?
- Faz parte dos nossos planos e falamos sobre isso, como é óbvio, mas não é algo para fazermos agora.
E ter filhos?
- Sim, mas também não é para agora. É um desejo que tenho, até mais do que ele. Ele tem uma carreira estável, tem contrato, mas para mim é um bocadinho mais difícil dar esse passo nesta altura porque, de um momento para o outro, posso ficar sem fazer nada. Ainda somos muito novos, temos 24 anos, mas o meu instinto maternal já está a despertar, embora saiba que ainda é cedo para ser mãe.
Acredita que ele é o homem da sua vida?
- Sim. Nunca senti isto antes. A primeira vez que o vi senti que já o conhecia há muito tempo e ele teve a mesma sensação comigo. Em quatro meses de namoro, o Ricardo nunca me desiludiu e nunca lhe encontrei nenhum defeito. Estamos tão apaixonados que não sei se nos estamos a deixar levar pela força da paixão e estamos completamente focados um no outro ou se ele é mesmo o tal. Olho para ele e é isso que sinto. Tenho plena noção de que vamos casar e que a nossa história não vai terminar.
O Ricardo além de seu namorado é também um grande amigo?
- É o meu melhor amigo. Ele é a primeira pessoa para quem eu ligo, seja um assunto bom ou mau. É o primeiro a dizer-me como devo fazer as coisas e tomamos sempre as decisões em conjunto. Sou a ouvinte dele sempre que ele termina um treino e, tenha corrido bem ou menos bem, é sempre comigo que ele desabafa no final dos jogos. O Ricardo é muito exigente com ele próprio e é muito profissional.
Continua a viver sozinha?
- Experimentei viver sozinha, mas não gostei muito da ideia. Gosto de estar em casa da minha mãe, porque assim não janto só e sei que chego a casa e tenho alguém com quem falar. Estive três meses em minha casa, mas a solidão apertava-me o coração. Não fazia jantar porque não me apetecia cozinhar só para mim. O mais triste era pôr a chave na porta e não ver ninguém, saber que não ia chegar mais ninguém. Tenho de estar sempre a falar, rodeada de amigos e família, e por mais que, ao fim de semana, levasse lá alguém para jantar, acabava por sentir sempre aquele aperto por estar sozinha. Então comecei a ir dormir a casa da minha mãe, a levar roupa para lá e agora ando sempre de um lado para o outro.
Aborrecia-a ter de tratar das tarefas domésticas?
- Não. Gosto muito de fazer a lida doméstica, porque é algo que me distrai. Sou muito organizada e gosto de ter tudo no sítio e acabo por ser um bocadinho como o Ivo [da ‘Casa dos Segredos 1', que é obsessivo-compulsivo].
Gosta de cozinhar?
- Gosto. Herdei esse gosto da minha mãe, que é cozinheira. Adoro experimentar e inventar. Invento muito na cozinha e faço muitas coisas. Adoro fazer soufflé de camarão e peixinhos no forno, por exemplo. Felizmente, sei fazer de tudo e tenho muita facilidade. Gosto mesmo muito e adoro juntar a família e os amigos e cozinhar para eles. Adoro o processo completo: ir comprar as coisas, fazer o jantar e depois ouvir que está bom.
Mudando de assunto, fez uma participação especial na ‘Casa dos Segredos – Desafio Final’. Ponderou antes de aceitar o convite?
- Não. Eles ligaram-me às 15h00 e eu às 19h00 já estava nos estúdios. Não ponderei porque acho que a hipótese de não ir não se punha em causa. Quando vi que não tinha falado com ninguém, que não tinha desabafado, que não me tinha aconselhado com ninguém e que não me tinha preparado já lá estava dentro.
Não falou com ninguém?
- Falei apenas com o Ricardo, com a minha mãe, com a minha melhor amiga e com a minha patrocinadora, que é uma segunda mãe para mim. Todos me disseram para ir mas a minha mãe ficou com medo porque achou que eu não estava preparada. O meu namorado, ao inicio, também ficou com medo porque estavam rapazes muito giros na casa, o Carlos e o Marco, mas depois apoiou-me e disse para eu seguir o caminho que eu achava que estava certo.
Faz um balanço positivo desta participação?
- Felizmente, as pessoas ficaram com uma melhor imagem de mim. Dizem que eu sou a mesma pessoa, humilde, divertida e extrovertida mas mais madura, mais cautelosa, serena e menos irritante. Gostei muito de ter participado porque as pessoas perceberam que eu amadureci. Nunca pensei que o feedback fosse assim tão positivo.
Ainda apresenta os programas ‘Veríssima’ e ‘Modelicous’, no canal MVM?
- Não. Isso foi um estágio que eu fiz para me especializar na área da apresentação. Neste momento não estou a apresentar nenhum programa mas quem sabe…
Como correu esta experiência?
- Correu bem. Recebi elogios de vários profissionais, como o Nuno Graciano que acompanhou os programas e me disse que gostou de ver e que, para quem estava a começar, não estava nada mal. O Carlos Areia quando eu o entrevistei disse-me que eu tinha estaleca, para ir em frente e estudar. Foram palavras que me deram alento e me motivaram para continuar. Ambiciono ser apresentadora e vou tentar apostar mesmo nesta profissão.
E ser atriz? Esteve para ir fazer um curso de representação no Brasil, no ano passado, mas acabou por desistir. Porquê?
- Desde pequena que faço teatro. Tive na casa do artista de 2004 a 2007 e é algo que faz parte de mim. Nasci com o teatro e é algo que sempre me acompanhou e complementou. O bichinho da Comunicação Social surgiu agora e a apresentação tornou-se algo a que eu dei prioridade. São ambas coisas que eu gostava de poder fazer e evoluir em termos de formação.
Já fez várias produções ousadas. Considera-se uma mulher bonita?
- Não me considero nada feia. Não me considero linda de morrer, mas acho que sou bonita. Quanto às produções que fiz, nunca mostrei nada de mais, recusei propostas da Penthouse e da Playboy, e por mais dinheiro que me dessem nunca o faria.
Porquê?
- Por tudo. Não estou a discriminar as pessoas que o fazem, mas acho que a minha família não ia gostar e eu tenho uma mãe em casa. É algo que não tenho de mostrar. Não sei explicar, mas é algo que eu não conseguiria fazer. Não é importante para mim e acho que a minha evolução como pessoa não passa por ser capa de uma revista masculina.
Mas não tem complexos em expor o seu corpo?
- Não. Ainda por cima agora que emagreci seis quilos! Tenho muitos cuidados e não tenho problemas nenhuns com o meu corpo. Estou bem, sinto-me bem e feliz. Gosto de fazer produções sexy, porque é bom para o nosso bem-estar, mas não gosto muito de abusar e mostrar demasiado.
Mesmo assim pôs silicone. Era o que faltava para se sentir perfeita?
- Tinha o peito muito pequeno e isso era um desgosto que eu tinha e que toda a gente sabia. Quando surgiu a oportunidade de aumentar o peito nem hesitei, fui logo. Fiquei muito satisfeita com o resultado. Não exagerei no tamanho, porque só queria algo que me desse um pouco de volume e fizesse sentir mais feminina.
Sente-se uma mulher realizada?
- Sinto-me realizada quando olho para a minha família, para os meus amigos e para o meu namorado. Profissionalmente, não é a ‘Casa dos Segredos’ que me realiza. Vou sentir-me realizada quando tiver o meu programa, que é algo que eu sei que vou ter. Vou trabalhar e estudar muito para ter um programa meu e aí, sim, vou sentir-me realizada e acordar todos os dias de manhã, respirar fundo e agradecer tudo
o que conquistei.
É muito ligada à família, sobretudo à sua mãe, Leonor…
- A minha mãe é uma guerreira, porque perdeu o marido e ficou com três filhos para criar, dois deles na universidade. Sustentou-nos sozinha e não pediu ajuda a ninguém. Ela trabalhava dia e noite para nos dar tudo e poder tornar o meu irmão engenheiro e a minha irmã enfermeira. Isso transmite-me muito respeito, porque ela é uma força da natureza. A minha mãe está comigo em tudo e sente tudo e é mesmo a melhor mãe do Mundo.
Foi difícil crescer sem pai?
- Não gosto muito de falar sobre isso, mas é óbvio que foi muito difícil crescer sem pai. Nós éramos uma família muito unida, sempre fomos, e não foi nada fácil. Eu tinha dez anos e o meu pai fez-me imensa falta. Mas agora tenho um padrasto maravilhoso, que faz muito bem à minha mãe, e que é uma pessoa que eu adoro. Estou feliz porque tenho a família ideal.

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